Biografia, sim, a biografia do Rio de Janeiro.
O filme diz entrelinhas, coisas que repórteres e jornalistas, jamais ousariam dizer em seu programa, revista, ou jornal, coisas conversadas entre os amigos mais íntimos, e que se da uma olhadinha ao redor, para verificar o ambiente, opiniões restritas, e que na maioria das vezes, acaba em discussão.
Coisas classificadas como desacato a autoridade, o que considero como uma imensa ironia, pois onde está a tal autoridade ?
A violência e corrupção na polícia, continua em pauta, mas desta vez, o filme Tropa de Elite, trouxe assuntos ainda mais ambiciosos e assustadores.
Ao invés de culpar os riquinhos, que compram drogas e financiam o tráfico no país, mesmo que usando apenas uma carreira de pó, a sequência vai além, e começa a mostrar que o buraco é mais em baixo.
Os políticos usufruem de qualquer situação para conquistar dinheiro e fama, e recebem o apoio dos demais corruptos.
Mesmo que não queiram apoiar, são praticamente obrigados, pois uma vez que o jogo é aberto para um, este mesmo pode entregar os demais, e assim é feito um contrato de vida, ou topa, ou morre !
Para muitos, Tropa de Elite é o blockbuster de ação do ano, com direito a efeitos especiais importados, cenas de ação mirabolantes e um enredo inteligente. Mas no fundo, é muito mais.
Um retrato frio e cruel da nossa realidade.
Meus cumprimentos, Alicia Guiter.
